Cada trava tem um custo, um prazo e uma consequência.
Escolher instrumento é escolher qual risco você aceita carregar. Não existe o melhor para todo mundo: depende do seu custo de carregamento, do juro, da sua logística e da sua necessidade de caixa.
- Venda antecipada
Preço fixo hoje para entrega depois
Você trava o preço na praça antes da colheita e elimina a chance de vender no fundo. O custo é abrir mão de uma alta que talvez nunca aconteça.
- CP
Cotação Para Forward, na B3
Preço fixo registrado hoje com liquidação em mês definido. É o formato mais comum em soja e milho, e a margem é calculada sobre o valor travado.
- A termo
Compromisso firme de preço e volume
Compra ou venda com entrega futura. Não admite arrependimento dos dois lados, então exige atenção a prazo, logística e contraparte.
- Opção de venda
Piso de preço sem abrir mão do ganho
Você paga um prêmio para ter o direito de vender pelo preço combinado. Se o mercado subir, a saca sobe junto. O prêmio é o custo, e ele é certo desde o primeiro dia.
- CPR
Cédula de Produto Rural
Título que formaliza a promessa de entrega e costuma acompanhar a antecipação de venda. Merece a mesma leitura atenta de um contrato de financiamento.
- Troca de insumo
Barter: insumo pago em sacas
Fertilizante ou defensivo quitado em sacas, com o preço em sacas travado na compra. A margem deixa de depender do câmbio e volta a ser conta de fazenda.
O instrumento certo é o que cabe no seu plano, não o que a corretora tem mais fácil de vender.
O plano escrito define o percentual da safra a travar, a faixa de preço e o instrumento. Só depois disso alguém liga para a sua corretora.