Cada trava tem um custo, um prazo e uma consequência.

Escolher instrumento é escolher qual risco você aceita carregar. Não existe o melhor para todo mundo: depende do seu custo de carregamento, do juro, da sua logística e da sua necessidade de caixa.

  1. Venda antecipada

    Preço fixo hoje para entrega depois

    Você trava o preço na praça antes da colheita e elimina a chance de vender no fundo. O custo é abrir mão de uma alta que talvez nunca aconteça.

  2. CP

    Cotação Para Forward, na B3

    Preço fixo registrado hoje com liquidação em mês definido. É o formato mais comum em soja e milho, e a margem é calculada sobre o valor travado.

  3. A termo

    Compromisso firme de preço e volume

    Compra ou venda com entrega futura. Não admite arrependimento dos dois lados, então exige atenção a prazo, logística e contraparte.

  4. Opção de venda

    Piso de preço sem abrir mão do ganho

    Você paga um prêmio para ter o direito de vender pelo preço combinado. Se o mercado subir, a saca sobe junto. O prêmio é o custo, e ele é certo desde o primeiro dia.

  5. CPR

    Cédula de Produto Rural

    Título que formaliza a promessa de entrega e costuma acompanhar a antecipação de venda. Merece a mesma leitura atenta de um contrato de financiamento.

  6. Troca de insumo

    Barter: insumo pago em sacas

    Fertilizante ou defensivo quitado em sacas, com o preço em sacas travado na compra. A margem deixa de depender do câmbio e volta a ser conta de fazenda.

O instrumento certo é o que cabe no seu plano, não o que a corretora tem mais fácil de vender.

O plano escrito define o percentual da safra a travar, a faixa de preço e o instrumento. Só depois disso alguém liga para a sua corretora.